A cada dia que passa o mercado cresce cada vez mais e com ele aumenta também a necessidade e procura de mais profissionais capacitados, prestadores de serviços
contratados por empresas ou profissionais autônomos (free lancer). Com todo esse
crescimento, a lei de oferta e procura também sofre alterações, muitas vezes drásticas, principalmente para aqueles profissionais que já estão no mercado há algum tempo,
que tem boa formação ou capacitação, tempo e dinheiro investidos em suas profissões
e negócios como pequenas e médias empresas.
Essas alterações as quais me refiro, dizem respeito à desvalorização da mão de obra e do próprio profissional e isso não se deve única e exclusivamente às empresas contratantes,
mas também e com mais responsabilidade de alguns profissionais sem um bom senso
ético relacionado a prestação de serviços do setor.
Concordo que muitas vezes há uma supervalorização de certos serviços e sendo assim, não podemos nos basear por eles, mas também não podemos ficar do lado oposto da balança e colocar o valor lá embaixo.
A questão é que existem empresas e profissionais das categorias A (grandes empresas),
B (médias e pequenas empresas) e C (profissionais autônomos e free lancers).
Cada uma dessas categorias tem seu próprio critério orçamentário, algumas com valores altíssimos, outras com valores intermediários e outras com valores baixos demais.
A realidade sócio-econômica do país não favorece a estabilização de valores para a prestação
de serviços, pois uma empresa de grande porte recebe milhares de reais por um único trabalho, enquanto um free lancer precisa se pré-ocupar com suas pequenas contas como aluguel, impostos, família e isso faz com que ele coloque o valor muito abaixo do mercado.
É bom deixar claro que me refiro aqui às categorias A, B e C como tendo praticamente a
mesma qualidade nos serviços prestados, mas não vamos esquecer dos profissionais
“curiosos” ou “com pouca capacitação” que fazem qualquer coisa para ganhar poucos reais.
Muitos se enganam quando acreditam que cobrar o menor valor é sinônimo de sucesso
nas negociações, pois um valor muito baixo, na maioria das vezes deixa o cliente inseguro
em relação à qualidade do serviço, do atendimento e do respaldo que ele possa ter a
respeito dessa contratação.
Num contexto geral o que deve ser feito é usar o bom senso, já que cada profissional acaba seguindo seu próprio critério na hora de fazer um orçamento. Uma boa postura é analisar o cliente que está contratando seus serviços, agendar uma reunião e conhecer suas necessidades, seu potencial financeiro e se ele criará uma fidelização, quer dizer, sempre contratando você para executar aquele ou outros trabalhos. Baseado nessas informações você terá melhores condições para orçar um trabalho, ter um bom retorno e garantir a satisfação desse cliente.
Existem algumas tabelas de valores onde o profissional pode se apoiar para elaborar seu orçamento com mais segurança ou pelo menos ter uma base para não defasar demais o trabalho prejudicando a si mesmo e o próprio setor no qual ele atua.
A seguir estão alguns dados dessa tabela:
(*) Observações:
- Tabela elaborada de acordo com a resolução do X Congresso Estadual de Jornalistas de São Paulo, pelas seguintes Comissões do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo: CORFEP - Comissão de Registro e Fiscalização do Exercício Profissional e CAAI - Comissão Aberta de Assessoria de Imprensa, em parceria com as seguintes entidades: APIJOR - Associação Brasileira de Proteção à Propriedade Intelectual dos Jornalistas, ACB - Associação dos Cartunistas do Brasil e ARFOC-SP - Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos de São Paulo;
- Os valores expressos na tabela pressupõem uma ÚNICA edição ou veiculação em mídia impressa, digital ou magnética. Os originais impressos em qualquer suporte, de qualquer trabalho, pertencem ao autor. A sua alienação ao contratante exige negociação específica e não está contemplada nos valores dessa tabela;
- As obras produzidas deverão ser entregues à empresa solicitante, acompanhadas do documento de Licença de Reprodução da Obra e do Recibo de Pagamento de Direitos Autorais, nos quais deverão estar perfeitamente discriminados o material e as condições de uso. Isso garantirá ao jornalista e ao contratante a devida cobertura da Lei 9610/98, evitando o risco de futuros litígios;
- De acordo com o código de ética da profissão, o jornalista não poderá aceitar oferta de trabalho remunerado em desacordo com o piso da categoria ou tabela de preços fixada pela entidade de classe;
- Pesquisa feita pela Associação dos Cartunistas do Brasil em todo o território nacional, junto às Associações Regionais de Cartunistas e com representantes da classe dos cartunistas, com o apoio do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo.
Tabela de Preços de Ilustração - Veículo Impresso
Fonte: http://www.chargeonline.com.br/ACB/ACB.htm
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Ilustração P/B |
Ilustração COR |
Capa |
R$ 450,00 |
R$ 600,00 |
Página dupla |
R$ 600,00 |
R$ 800,00 |
Página simples |
R$ 300,00 |
R$ 400,00 |
1/2 página |
R$ 200,00 |
R$ 300,00 |
1/4 página |
R$ 150,00 |
R$ 180,00 |
Selo (vinheta) |
R$ 200,00 |
R$ 250,00 |
Página HQ – Arte |
R$ 150,00 |
R$ 200,00 |
Página HQ |
Texto R$ 150,00 |
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Ilustração Institucional |
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| Veículo Impresso |
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Ilustração P/B |
Ilustração COR |
Capa |
R$ 500,00 |
R$ 750,00 |
Página dupla |
R$ 1.000,00 |
R$ 1.500,00 |
Página simples |
R$ 600,00 |
R$ 800,00 |
1/2 página |
R$ 300,00 |
R$ 400,00 |
1/4 página |
R$ 200,00 |
R$ 300,00 |
Selo (vinheta) |
R$ 300,00 |
R$ 400,00 |
Página HQ – Arte |
R$ 250,00 |
R$ 350,00 |
Página HQ – Texto |
R$ 200,00 |
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Criação de Personagem |
R$ 3.000,00 a R$ 10.000,00 |
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| Criação de Logotipo |
R$ 2.000,00 a R$ 10.000,00 |
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Conclamemos a todos os Desenhistas, Cartunistas, Ilustradores e Quadrinhistas que façam o possível para manter a ética profissional, valorizando a categoria e o próprio talento pessoal para que também mantenhamos a qualidade nos serviços prestados investindo em conhecimento, infra-estrutura, materiais e equipamentos.
Outra colocação importante é estimular os novos artistas a investirem em conhecimento, buscando bons cursos ou orientações para que entrem no mercado de trabalho com
mão de obra qualificada e se tornem bons profissionais.
Abraços a todos e até o próximo artigo.
Reginaldo Ferrari – Impact Art
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